Alexandre de Moraes rejeita pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro

Moraes acolheu a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo arquivamento da solicitação

Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrel


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira (2) um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação foi movida pela vereadora Liana Cristina, do Partido dos Trabalhadores (PT) de Recife, pouco depois de Bolsonaro realizar um ato pela anistia aos presos dos eventos de 8 de janeiro, no Rio de Janeiro.

A PGR ainda precisa analisar um pedido semelhante ao de Liana. Assim como a vereadora do PT, Duda Salabert (PDT-MG), parlamentar trans, acionou a Justiça contra Bolsonaro.

Sobre a decisão

A decisão de Moraes reforça a necessidade de critérios técnicos para a decretação de prisões preventivas, que devem estar embasadas em provas concretas de riscos iminentes à ordem pública ou ao andamento das investigações. No despacho, o ministro destacou que a petição não apresentava fundamentos jurídicos suficientes para justificar a medida extrema contra o ex-presidente.

Argumentação do PGR

“A realização de manifestações pacíficas pela concessão do benefício não constitui ilícito penal, bem como não extrapola os limites da liberdade de expressão, que é consagrada constitucionalmente e balizada pelo binômio liberdade e responsabilidade”, argumentou Gonet.

Conforme o PGR, “os relatos dos noticiantes não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito penal, justificadora da deflagração da pretendida investigação”.

Sobre o ato

O ato organizado por Bolsonaro reuniu milhares de apoiadores e reacendeu debates sobre a anistia aos detidos pelos atos de vandalismo na sede dos Três Poderes. Enquanto aliados do ex-presidente consideram as prisões excessivas e politicamente motivadas, opositores argumentam que a manifestação foi uma afronta ao Estado democrático de direito.

Liana Cristina justificou seu pedido alegando que Bolsonaro estaria incentivando atos antidemocráticos ao promover a anistia dos envolvidos. No entanto, Moraes reiterou que manifestações políticas, por si só, não configuram motivo para decretação de prisão, a menos que haja indícios concretos de crime em andamento.

A decisão ocorre em um momento de forte polarização política no Brasil, onde qualquer movimentação do ex-presidente gera reações acaloradas tanto entre seus apoiadores quanto entre seus críticos. A rejeição do pedido de prisão, por sua vez, mantém o debate jurídico e político sobre o 8 de janeiro em evidência, enquanto o STF segue analisando processos relacionados ao caso.

      Por: Inova News      

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